Jornalismo, Política e Eleições Municipais

 

 

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) inicia neste sábado (12) o curso de capacitação “Jornalismo, Política e Eleições Municipais”, que conta com o apoio da Máquina PR. Ao todo, serão oito encontros, até o dia 04/06, que prepararão jornalistas, assessores políticos e estudantes de comunicação para as próximas eleições da capital paulistana.

 

O curso possibilitará ainda uma maior compreensão do processo político-eleitoral, o aprimoramento da visão crítica e um quadro histórico analítico da cidade. Entre os debatedores, Eugênio Bucci, Aldo Fornazieri, Rui Tavares Maluf, Gabriel Rossi, Ermínia Maricato, Lara Mesquita e Hilton Fernandes.

 

As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas por meio do site www.fespsp.org.br/extensao. Mais informações, entre em contato com a FESPSP pelo telefone: 0800-7777-800.

 

 

Yolanda Leite, secretária-executiva do Pacto Global da ONU, visita o Grupo Máquina PR

  

Yolanda Leite, Maristela Mafei, Joaquin Mirkin e Rosa Vanzella (Créditos da foto: Lauro Toledo)

Yolanda Leite, Maristela Mafei, Joaquin Mirkin e Rosa Vanzella (Créditos da foto: Lauro Toledo)

Por Joaquin Mirkin e Lauro Toledo

 

A secretária-executiva do Pacto Global das Nações Unidas no Brasil, Yolanda Leite, esteve na sede do Grupo Máquina PR em São Paulo, no último dia 4. O encontro foi com a sócia-fundadora e diretora geral do Grupo Máquina PR, Maristela Mafei, com a vice-presidente de Operações Rosa Vanzella e com o diretor-adjunto para Imprensa Internacional e ex-coordenador de Comunicação do PNUD/ONU em Nova York, Joaquin Mirkin.

 

O Grupo Máquina PR, uma das maiores agências de Relações Públicas e Comunicação Corporativa do Brasil, com mais de 110 clientes líderes em seus respectivos mercados, escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, foi aceito como signatário do Pacto Global das Nações Unidas, maior iniciativa mundial de sustentabilidade que reúne mais de 6 mil corporações, pela sede de Nova York, em dezembro de 2011.

 

Como membro do Pacto Global, o Grupo Máquina está comprometido em apoiar e difundir publicamente os 10 princípios das Nações Unidas relacionados aos direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

 

Yolanda Leite e Maristela Mafei (Créditos da foto: Lauro Toledo)

 

 

Com uma importante trajetória no setor privado no Brasil e América Latina, a advogada Yolanda Leite já trabalhou como vice-presidente do Grupo Whirlpool para a América Latina e tem uma extensa experiência na área de sustentabilidade corporativa.

“Tivemos um ótimo encontro de relacionamento. Tratamos sobre progressos e desafios da Sustentabilidade rumo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20”, diz Maristela Mafei. “Falamos sobre o trabalho que o Grupo Máquina PR está fazendo de mobilização com nossos clientes para que eles se engajem ativamente no Pacto Global das Nações Unidas, e também sobre a participação do setor privado na Rio+ 20”.

Yolanda Leite, por sua vez, expôs as demandas da Rede Brasileira do Pacto Global e relatou os desafios da organização do Corporate Sustainability Forum, do 15 a 18 de junho, no Hotel Windsor Barra, na cidade do Rio de Janeiro.

 

(Créditos da foto: Lauro Toledo)

 

São esperados mais de 2 mil participantes no Fórum pela Sustentabilidade Corporativa, que dará a investidores e empresários uma oportunidade de se encontrar com o governo e autoridades locais, a sociedade civil e entidades da ONU, em dezenas de workshops especializados e sessões temáticas ligadas à agenda da Rio+20.

O objetivo do Fórum pela Sustentabilidade Corporativa é trazer escala e qualidade às práticas corporativas relacionadas a sustentabilidade. Como um mostruário para inovação e colaboração, o Fórum se destina a lançar terreno para ação em larga escala, e vai consistir em mais de 60 sessões especializadas, mantidas em paralelo aos temas relacionados à agenda da Rio+20: energia e clima; água e ecossistemas; agricultura e alimentação; desenvolvimento social; urbanização e cidades; economia e finanças sustentáveis.

 

 

As redes sociais e os jornalistas

 

 

*Por Ana Paula Bessa, publicado no Observatório de Mídia e Política da UNB

 

Ainda valem os antigos critérios na seleção das fontes de informação.

 

Uma pesquisa realizada pela PR Oriella Network revelou que muitos jornalistas brasileiros buscam mais informações nas mídias sociais do que nas assessorias  de imprensa. Cerca de 66,67% dos entrevistados disseram utilizar o Twitter como fonte de informação. Os outros 40% disseram utilizar o Facebook. 

Apesar de a notícia ser positiva para as redes sociais, a pesquisa também mostrou que os jornalistas costumam ter o hábito de confirmar as informações recebidas nessas redes com a assessoria de fontes oficiais, ou até mesmo, com as próprias fontes. Pode-se concluir que, mesmo que os jornalistas acessem com frequência as redes sociais para buscar informações, são as fontes oficiais ou assessorias que ditam a veracidade das informações.

 

Diante dos números, pode-se perceber que as rotinas das redações de jornais mudaram no que tange à busca de fonte de informações e seu relacionamento com elas. Houve uma ressignificação do campo de atuação do jornalista. O acesso direto a fontes alterou o processo de apuração para a maioria dos jornalistas brasileiros, como mostra a pesquisa. O trabalho de apuração em si não mudou, ainda é necessário analisar as fontes de informações, porém foram acrescentadas novas ferramentas que modificam e reconfiguram a rotina de busca por fontes.

 

Neste cenário, onde o fluxo de informação é maior e a produção do conteúdo não é feita somente pelo jornal, é cada vez mais pertinente a pergunta que há anos vem sido feita pelos pesquisadores do jornalismo no ciberespaço: toda pessoa é uma fonte de informação, que atende aos critérios de confiabilidade? Com a descentralização da informação há uma inversão no fluxo de notícias que antes eram muito dependentes de fontes oficiais (MACHADO, 2002). Isso não significa que se tenha perdido a preferência pelas fontes oficiais e oficiosas, mas ampliou o leque de informações e o acesso a elas.

 

O advento das informações produzidas e repercutidas nos sites de redes sociais acabou dando maior acesso a um sem número de fontes espalhadas em todo o mundo. Mas como será o relacionamento do jornalista com esse número de fontes disponíveis nessa rede? Como é feita a seleção das fontes? Usam-se as antigas ferramentas de valores-notícia e escolha de fontes da época do surgimento da teoria construcionista 
(TRAQUINA, 1999) ou essas redes alteraram o processo de escolha do “gatekeeper”? 
 

As fontes no ciberespaço

 

A principal ferramenta de trabalho do jornalista é a fonte e tudo o que ela representa para certificar que um ato aconteceu, não aconteceu, está para acontecer ou como ele irá acontecer. Sem o testemunho, as aspas ou a denúncia de sua fonte de informação, o jornalista não tem notícia, não tem trabalho. Com disse Wolf (1999) “as fontes são um fator determinante para a qualidade da informação produzida pelomass mídia”.

 

Lembrando os ensinamentos de Traquina (2003) há critérios que são utilizados no jornalismo para avaliar a “fiabilidade da informação”. Sabe-se que se uma informação veio de uma autoridade e se seu cargo for prestigiado, maior é a confiança dos leitores na informação cedida. Esses critérios foram criados numa tentativa de rotinizar o trabalho, sem que haja falhas na notícia divulgada.

 

No tempo do ciberespaço, algumas dessas rotinas foram modificadas ou até mesmo adequadas (MACHADO 2002). Com a disposição de novas tecnologias para o trabalho dos jornalistas, vieram consequências no que tange a pesquisa de apuração, produção e difusão da informação. No ciberespaço são feitas todas as etapas de produção da notícia, desde a pesquisa e apuração até a circulação. Neste modelo, há uma estrutura mais descentralizada da informação o que acaba multiplicando fontes de informação.

 

A construção de conexões nos sites de rede sociais tomou proporções mundiais, acarretando um grande leque de informações geradas, publicadas e difundidas neste meio. É neste cenário que o jornalista está inserido atualmente. Há uma porção de informações que atendem grupos sociais distintos com todo o tipo de fonte– desde a menos preparada até grandes especialistas e pesquisadores do assunto – e com o mesmo tempo de dead line disponibilizado há anos atrás na formulação da rotina básica de uma redação de jornal.

 

Segundo Recuero (2009) há três tipos de relações das redes sociais formadas na Internet com a produção jornalística: 
a) as redes sociais como fontes produtoras de informação; 
b) redes sociais como filtros de informação 
c) redes sociais como espaços de reverberação dessas informações.

 

No primeiro tipo, fica claro que o acesso aos sites de redes sociais por pessoas de várias idades e distintos grupos sociais, é capaz de tecer pequenos relatos sobre o seu cotidiano ou acontecimentos importantes do grupo a que pertence que, dependendo da quantidade e qualidade de suas conexões, podem difundir a informação de forma que se chegue a grandes canais formais de veiculação de notícia. Logo, essas redes sociais são grandes produtoras de informação.

 

Em pesquisa que realizei na editoria Super Esportes do jornal Correio Braziliense, principal jornal do Distrito Federal, em 2011, levantei algumas dessas questões para avaliar o quanto as redes sociais alteraram a produção da notícia e o relacionamento com fonte. Adotando métodos de etnografia (CABRERA ET AL 2008) foi realizada entrevista com sete jornalistas da editoria, metade da equipe devido ao rodízio de jornalistas de plantão. Mesmo com equipe reduzida, foi visível o método e a rotina adotados no uso das redes sociais para buscar fontes de informação e como ferramenta de relacionamento com a fonte.

 

No início da rotina de trabalho, todos os jornalistas acessaram seus perfis pessoais nos sites de redes sociais – preferencialmente Twitter e Facebook – e também os perfis da própria editoria, cuja presença está mais concentra no Twitter. Três profissionais possuíam a opção de carregamento automático desses perfis em seus browsers de navegação. Para esses profissionais, ao acessar o computador e clicar no link de navegação da internet, as redes sociais carregavam automaticamente.

 

Neste dia de observação, um dos jornalistas teve um problema de comunicação com um ginasta olímpico que não possuía o celular em funcionamento e estava com uma série de problemas para conseguir dar a entrevista. Por sugestão da própria assessoria do atleta, a jornalista adicionou o ginasta no Facebook para uma tentativa de entrevista por meio de mensagem. Em questão de minutos o atleta já havia aceitado a jornalista como “amigo” e logo a entrevista foi feita. Ao passar para o seu editor as circunstâncias em que a entrevista aconteceu, não houve nenhum tipo de retaliação ou repreensão pela prática, muito pelo contrário, o próprio editor chegou a comentar com a jornalista que se a assessora não tivesse sugerido esta opção, ele mesmo o iria fazer.

 

Após entrevistar os profissionais e observar suas rotinas de trabalho foi possível concluir que há, sim, o uso de redes sociais para buscar fontes de informação, e isso é feito de forma frequente uma ou mais vezes ao dia, de acordo com a demanda de matéria que deve ser entregue no dia. Há também o uso das redes sociais para manter contato e relacionamento com fontes, mas normalmente não são fontes “usuários comuns”, mas atletas, técnicos e produtores de eventos de esportes que, geralmente, conhecem o jornalista pessoalmente e aprecia o trabalho realizado por ele. A busca e o uso de fontes de informação que são de usuários comuns acontecem na editoria, porém são menos constantes.

 

Também por meio da entrevista e utilizando perguntas referentes ao uso preferencial das redes sociais e não das assessorias de imprensa, todos os sete profissionais responderam que, se há o contato direto da assessoria ou do próprio telefone ou celular do atleta, a apuração é feita desta forma.

 

Caso não haja conhecimento de fontes, muito menos do contato de cada uma delas, é utilizado sites das redes sociais. Porém, durante a observação não foi esse o comportamento: quatro, dos sete jornalistas, ao receberem uma matéria para apurar, consultavam informações sobre o tema ou a pessoa nas redes sociais, caso houvesse uma fonte em potencial o contato era feito de imediato. Essa dissonância de informação pode ser devida à rotina específica do dia, visto que era feriado e poucas assessorias de imprensa estavam trabalhando normalmente.

 

Conversando com cada repórter, foi possível compreender que há sim critérios que são utilizados para a seleção de fontes de informação nas redes sociais. Todos os profissionais responderam que os atletas são as fontes privilegiadas, ou seja, todas as informações relevantes postadas por eles possuem credibilidade e não há restrições quanto ao uso dessas fontes nas matérias. Em segundo lugar vêm as organizações como clubes, assessorias, associação e entidades desportivas. Apenas para um jornalista a preferência de informação é para usuários comuns que postam notícias relevantes sobre o esporte local. Este jornalista é responsável pelo blog de basquete e precisa desse tipo de interatividade e relacionamento para postar no blog. Em último lugar, para os seis jornalistas estão os usuários comuns que são usados, mas não com tanta frequência. Dessa forma, podemos concluir que houve a migração dos critérios do jornalismo clássico para o jornalismo feito no ciberespaço e principalmente na utilização dos sites de redes sociais. 
 

Novas fontes velhos critérios?

 

Este cenário de multiplicação de difusores de informação altera a relação do jornalista com a fonte, visto que quaisquer usuários do ciberespaço e de sites de rede socais podem ser potenciais fontes de informação. Esta mesma multiplicação ajuda os jornalistas a rastrear dados importantes e significativos para a elaboração de matérias, pois tudo o que é postado no ciberespaço e nos sites de redes sociais ficam armazenados. Logo, este novo cenário beneficia a produção jornalista ao mesmo tempo em que complicam o seu trabalho devido ao maior número de informações, podendo prejudicar o tempo de apuração.

 

Se antes existia uma série de critérios na hora da escolha da fonte, agora não se tem nenhum que diga respeito à escolha dessas fontes nas redes sociais. E é por conta desta falta de critérios que, em alguns casos, passam a valer os antigos critérios nas novas ferramentas de busca de fontes de informação, o que faz com que tornemos à estaca zero. São os velhos métodos em um novo cenário.

 

Independente deste cenário, ainda pouco estudado e cercado de dúvidas, a rotina de trabalho do jornalista está sendo montada e é preciso documentar como ela está  acontecendo e quais são os critérios que tem sido adotado para minimizar as falhas e melhorar a apuração. Realmente hoje qualquer pessoa pode ser fonte potencial para o jornalista, mas as redações ainda não têm confiança nem critérios de escolha que viabilizem o uso dessas fontes em matérias, exceto em casos fortemente repercutidos nesses espaços. Porém, o uso dessas redes sociais na Internet é ainda muito recente e há ainda muito para os jornalistas e suas redações evoluírem com a exploração dessa ferramenta. O que não se pode deixar acontecer é adotar os mesmos critérios e mesmo tipos de relacionamento num cenário completamente mais aberto e flexível que é o ciberespaço. E esta opção parece que está sendo a mais comumente aceita nas redações de jornais. 
 

Referências

 

CAVRERA et al. Métodos y técnicas de investigación para el estúdio de la profesión em las rutinas productivas em ciberperiodismo. In: Metodologia para o Estudo dos Cibermeios: Estado da arte e perspectiva, Org. NOCI, J.G; PALACIOS. Salvador: EDUFBA, 2008. 
MACHADO, Elias. O ciberespaço como fonte para os jornalistas. Biblioteca Online de Ciências da Comunicação, Universidade Beira Interior, 2002. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/machado-elias-ciberespaco-jornalistas.pdf> Acesso em: 26/06/2011. 
RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet, Difusão de Informação e Jornalismo: Elementos para discussão. In: SOSTER, Demétrio de Azeredo; FIRMINO, Fernando.(Org.). Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma. Santa Cruz do Sul: UNISC, 2009. 
TRAQUINA, Nelson. 2ª Parte: As Teorias. IN: TRAQUINA, Nelson (org.). Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”. 2ª Ed. Lisboa: Ed. Vega, 1999. 
TRAQUINA, Nelson. O estudo do jornalismo no século XX. São Leopoldo: Ed. Unisinus, 2003. 
WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 5ª Ed. Lisboa: Ed. Editorial Presença, 1999. 

 

 

Grupo Máquina no Innovation Panel da Endeavor

 

*Por Adriana Vallim

 

No final de março, o Grupo Máquina acompanhou o Innovation Panel, um evento de fomento ao empreendedorismo, promovido pela Endeavor. Na ocasião, 10 novas empresas focadas em inovação e tecnologia tiveram a oportunidade de apresentar seu negócio para especialistas em gestão.

Durante as apresentações, os especialistas destacaram os pontos-chave de cada negócio e deram dicas sobre como explorar melhor seu potencial. As empresas participantes foram selecionadas pela Endeavor e tinham como característica comum atender premissa básica do empreendedorismo: inovação associada à tecnologia, independente da área de atuação.

Na banca examinadora estavam presentes investidores, consultores e especialistas em gestão de entidades como BNDES, FINEP, Google, Siemens. O evento também contou com palestras de Hernan Kazah, Co-fundador do Mercado Livre; e Ozires Silva, fundador da Embraer, que falaram de suas experiências e incentivaram a prática do empreendedorismo no país.

 

Visita ilustre

Jennifer Littlejohn e Maristela Mafei

Jennifer Littlejohn e Maristela Mafei

* Por Guilherme Scarance

A sócia-fundadora do Grupo Máquina, Maristela Mafei, recebeu nesta sexta-feira a consulesa para assuntos de Economia e Política dos Estados Unidos em São Paulo, Jennifer Littlejohn. Cientista política e especialista em Administração Pública, a nova-iorquina quis conhecer a história de sucesso da empresa e de sua fundadora, identificada pela própria equipe do consulado como uma das mulheres e personalidades dos negócios mais influentes da atualidade.

Questionada pela visitante, Maristela contou a sua história pessoal e os desafios desde os primeiros passos da Máquina até a consolidação de seu papel de vanguarda em PR e soluções complexas em comunicação. Falou de empreendedorismo e meritocracia, da parceria com a Endeavor, das dificuldades das startups e do papel das mulheres no mundo empresarial. Abordou, ainda, a carga tributária e a confusa legislação brasileira como barreiras a serem superadas.

Jennifer relatou as suas impressões sobre o momento que está presenciando em sua função – uma mulher na Presidência, o crescimento econômico assombroso e o interesse do mundo pelo Brasil – e comparou o apetite por riscos nos Estados Unidos e por aqui. Ela quis entender um pouco mais sobre os personagens de fomentam novas ideias, sobre o desenvolvimento tecnológico e a cooperação do País com os EUA, além do cenário da imprensa brasileira.

A visita faz parte de uma preocupação da consulesa em fazer valer, dar visibilidade e ampliar um acordo firmado pelo ex-presidente Bill Clinton. Como o Brasil está no foco dos americanos, há interesse em conhecer os empresários que fazem a diferença por aqui, superando obstáculos como a falta de crédito, criando empregos e apontando possibilidades para investidores estrangeiros. Por fim, Jennifer foi apresentada aos diretores da Máquina e conheceu as novas instalações da empresa.

Sinal vermelho nas relações comerciais internacionais do Brasil

 

*Por Vanessa Portes

 

O Brasil passa por um momento de alerta em suas relações comerciais internacionais, com a queda da taxa de câmbio e o risco de desindustrialização perante economias mais competitivas. O Ministério da Fazenda, o Banco Central e todo o setor empresarial nacional se debruçam sobre um cenário extremamente difícil: uma economia dividida entre a crise internacional e uma indústria nacional combalida e, do outro lado, o aquecimento do setor de serviços e também do mercado de trabalho. Esses foram alguns dos temas discutidos na palestra Inteligência Comercial para Acesso aos Mercados Internacionais, promovida pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP), em 08/03. O evento contou com a participação de Patricio Mendizábal, que é representante oficial da IQOM (empresa de assessoria estratégica em matéria de comércio exterior) no Brasil, e Fabio Lotti Oliva, que é professor da FEA-USP e coordenador dos cursos de pós-graduação da FIA.

Segundo Mendizábal, que também é ex-presidente da Mabe Mercosul (grupo mexicano que produz os fogões e as geladeiras das marcas GE e Dako), um dos fatos mais preocupantes é que, em termos de volume, a corrente de comércio brasileira tem se mantido estável nos últimos anos. Diferentemente do que se diria sem uma análise cuidadosa dos números, a expansão ocorrida no valor total de recursos gerados com a exportação se deveu essencialmente ao aumento dos preços das commodities.

Apesar de estarmos na iminência de superar a França no ranking das maiores economias do mundo, a pauta de exportações e importações brasileira, da forma que está hoje, não favorece um crescimento sustentável da nossa economia, de acordo com Fabio Lotti Oliva. Segundo ele, continuamos muito focados ainda na exportação de produtos básicos, como commodities, e na importação de produtos manufaturados e de maior valor agregado.  Os produtos manufaturados, por exemplo, representam menos de 30% de nossas exportações. No cenário global, também não estamos em uma posição confortável, até mesmo diante de outros mercados emergentes. No ranking das exportações de mercadorias de 2011 da Organização Mundial de Comércio (OMC), por exemplo, estamos ainda na 22ª posição, atrás de China (1ª), Rússia (12ª) e Índia (22ª).

Outro ponto interessante apresentado no evento foi a evolução da relação com nossos parceiros comerciais. Nos últimos anos, principalmente no governo Lula, o Brasil se aproximou de forma significativa da China e se distanciou dos Estados Unidos. Deixamos de ter o equilíbrio tão invejado internacionalmente antes nas relações de exportação.

Outros pontos de preocupação para a nossa economia foram discutidos nas palestras, tais como: a taxa de câmbio (que envolvem problemas como o financiamento da dívida do governo, as altas taxas de juros, o custo Brasil, entre outros), o risco de desindustrialização (perda da nossa capacidade produtiva frente a economias mais competitivas, como a China), o gargalo de infraestrutura e a queda de consumo mundial decorrente da crise econômica.

O cenário se apresenta, assim, como um grande desafio para o futuro da economia brasileira e também para o desempenho das empresas nacionais, sobretudo aquelas com atuação internacional. O governo vem anunciando diariamente medidas de incentivo para os exportadores brasileiros e de restrição de entrada de produtos manufaturados internacionais. No entanto, ainda há muito que se fazer, como as reformas estruturantes – tão esperadas no meio empresarial.  É essencial que nós, profissionais responsáveis pela gestão de imagem dessas empresas, estejamos atentos a essa movimentação do mercado, como forma de pensar nas melhores estratégias de comunicação para todos os stakeholders.

 

Uma Carreira Empreendedora

   

Mauro Terepins fala aos colaboradores do Grupo Máquina

 

*Por Daniela Braga

 

Muitas pessoas falam sobre empreendedorismo e entendem do tema, mas na última quinta-feira, 08 de março, o Grupo Máquina recebeu em sua sede em São Paulo um dos executivos que mais entendem do assunto: o vice-presidente da Ernst & Young Terco, Mauro Terepins.

 

Durante mais de uma hora o executivo apresentou para os colaboradores uma série de exemplos e desafios sobre o tema. Logo no início da palestra, Mauro falou sobre a sua trajetória e de algumas dificuldades que teve para montar seu próprio negócio.

 

Após trabalhar durante algum tempo para a empresa da família, ele decidiu montar a sua própria na década de 80. Mesmo sendo um momento econômico difícil, durante a grande recessão, ele contou que assumiu o risco e de forma simples, sem capital e em uma sala alugada, começou a oferecer serviços de consultoria para pequenas e médias empresas. “Quem começa assim cresce”, comentou e acrescentou: esta é a oportunidade de exercer todas as funções de uma empresa.

 

Apesar de pouco capital financeiro que possuía o mais importante, segundo ele, ainda era o capital intelectual e o relacionamento. Sobre isso, inclusive, Mauro foi enfático e destacou a importância do networking para qualquer profissional, “o bom relacionamento passa a ser o capital mais importante de uma carreira”.

 

Ao longo da conversa, o executivo pontuou os principais passos de um empreendedor de sucesso:

 

  • Não ter medo de risco: o empreendedor sabe trabalhar com o risco, administra o risco;
  • Ser arquiteto da sua própria visão: o empreendedor não pode apenas focar em modelos, terá sucesso se for apaixonado por seu próprio modelo;
  • Construir seus valores, metas e objetivos: o ato envolve risco
  • Jogar em equipe;
  • Enxergar na dificuldade a oportunidade;
  • Ter o produto certo no mercado certo: conhecer a natureza do cliente;
  • Montar uma equipe que “trabalhe com você e não pra você”;
  • Escolher para sua equipe pessoas ocupadas, ativas e responsáveis;
  • Ter lealdade e transparência com a equipe;
  • O empreendedor não pode errar sozinho: a importância do trabalho em equipe;
  • Aprender com o erro: para o empreendedor as derrotas fortalecem e não derrubam.
  • O empreendedor precisa abrir seu mundo: conhecer de cultura, política, mercado;
  • Compartilhar o sucesso com a equipe: reconhecimento motiva;
  • Ter um diálogo aberto com a equipe;
  • Inovação

 

Mauro Terepins, Vice-Presidente da Ernst & Young Terco

 

 

O risco, a oportunidade, a fusão

 

Um dos pontos mais importantes para o sucesso profissional de Mauro foi justamente num momento difícil. Ele contou que, durante o golpe do Plano Collor a Terco perdeu 15% de seus clientes, para cobrir a folha de pagamento da empresa ele teve de usar sua poupança pessoal, assim assumia um risco grande, mas garantia a confiança de seus colaboradores.

 

Diante da dificuldade, a empresa se antecipou e organizou um seminário para seus clientes com dicas de como reagir diante do Golpe da Poupança e assim recuperou metade de seus clientes. Com isso, o diferencial de se antecipar, a rapidez e a eficiência na solução dos problemas proporcionavam cada vez mais credibilidade para a empresa.

 

Seguindo um dos passos mencionados acima, Mauro conta que na empresa os desafios eram trabalhados como oportunidades, potencializando o que era desprezado por outras consultorias. E em meio aos problemas, ele enxergava as dificuldades como provocações positivas diante do senso de vender, pois considera que com a competitividade do mercado, o bom empreendedor precisa sempre se destacar oferecendo mais e melhor.

 

Ainda exemplificando outro grande momento de sua trajetória, o executivo explicou como ocorreram os diálogos para a fusão com a consultoria britânica Ernst & Young. Ele contou que no inicio a Terco resistiu à fusão, mas percebeu que o crescimento exigia esta inovação.

 

A partir então da fusão, que colocou a Ernst & Young como a segunda colocada no mercado, o risco resultou na maior negociação de auditorias da história. De forma geral, a união das empresas foi um ator empreendedor, que ampliou os campos de atuação das duas consultorias que juntas demonstram que o sucesso empreendedor exige esta tal ousadia.

 

Como lição final, Mauro comentou ainda sobre a pressa que os jovens têm em alcançar o sucesso, além da aversão ao risco e acrescentou que o verdadeiro empreendedor não pode temer o risco, do contrário nunca o transformará em potencial produtivo. Ele destacou também a importância da boa comunicação para o sucesso nos negócios, apontando a comunicação eficiente como uma vantagem competitiva para as grandes empresas, pois na maior parte das vezes é feita de forma errada.

 

Maristela Mafei agradece a presença de Mauro no Ciclo de Treinamentos 2012 do Grupo Máquina

Grupo Máquina no Social Media Week

No último dia 14, o Grupo Máquina participou do maior evento de redes sociais do país, o Social Media Week. Na ocasião, Patrícia Barão, Executiva de Marketing do Grupo Máquina, compôs a mesa de discussão ‘Mídias Sociais 3×3‘ junto com outros especialistas do mercado: Jackson Fullen, Marcelo Salgado e Ilca Sierra.

Confira algumas fotos do #smwsp:

Social Media Week 2012

Jackson Fullen, Marcelo Salgado, Patrícia Barão e Ilca Sierra

Maristela Mafei e Bia Granja

Maristela Mafei e Patrícia Barão em entrevista a MVox

Sostenibilidad corporativa rumbo a Rio+20

este artigo foi publicado na edição de 14/01 no jornal El País

Por Maristela Mafei*

La sostenibilidad conquista cada vez más espacios en la agenda de gobiernos e iniciativa privada. El tema llegó para quedarse. La sociedad busca respuestas efectivas. A finales de 2011, hemos tenido un pequeño, pero simbólico, avance en la 17ª Conferencia de Naciones Unidas sobre Cambio Climático (COP-17), en Durban, Sudáfrica. Representantes de 194 países acordaron en renovar el Protocolo de Kyoto e iniciar un proceso con fuerza legal, y ha sido creado el Fondo Verde para el Clima.

En el sector privado, más de 8.700 empresas de 130 países son ya signatarios del Pacto Global de la ONU, la mayor iniciativa mundial en Sostenibilidad Corporativa. Son empresas comprometidas con los 10 Principios de la ONU en Derechos Humanos, Trabajo, Medio Ambiente y combate contra la corrupción. Otros foros, solo para citar algunos, ganan cada vez más importancia: es el caso del Consejo Empresarial Mundial para el Desarrollo Sostenible, con sede en Ginebra, el Foro Ética, en España, y el Instituto Ethos, en Brasil.

A pesar del progreso que vive hoy América Latina en materia de crecimiento económico y empresarial, fuerte reducción de la pobreza y logros democráticos, nuestra región tiene enormes desafíos: invertir en infraestructuras, reducir las desigualdades en el acceso a la educación y a la salud de calidad, combatir la corrupción y mejorar la seguridad pública.

En varios países de América Latina, el sector privado, al lado de gobiernos y sociedad civil, está contribuyendo con soluciones sostenibles. Diversas empresas en la región, entre las que se incluyen varias de origen español, están ingresando rápidamente en el terreno del compromiso social e ambiental, incorporando la sostenibilidad en sus agendas y reconociendo su relevancia e urgencia.

Las empresas atrasadas en sostenibilidad pagaran caro, en menor competitividad, baja productividad del personal y rechazo de los consumidores e inversores. La concientización sobre la limitación de los recursos naturales y la mirada atenta de los clientes y consumidores exige un reposicionamiento, también, en nuestra región.

América Latina está ganando peso en el mundo: tres países de la región son miembros del G-20 (Brasil, México y Argentina), dos integran la OECD (Chile y México), y Brasil ya es la sexta economía del mundo. Se trata, sin lugar a dudas, de una oportunidad para las empresas españolas –varias de las cuales tienen una demostrada trayectoria en sostenibilidad — para implicarse de lleno en la solución de los desafíos ambientales y sociales.

El ex-Vicepresidente de Estados Unidos, Al Gore y el inversor David Blood publicaron un artículo en el Wall Street Journal reciente “Manifiesto para un capitalismo sostenible: cómo las empresas pueden adoptar métricas ambientales, sociales y de gobernanza” (14/12/2011). Al Gore y Blood explican que vivimos hoy un “punto de inflexión” con intensas amenazas: cambio climático, escasez de agua, pobreza, enfermedades, desigualdad creciente, urbanización, volatilidad de los mercados financieros. “Las empresas no pueden ser llamadas a hacer el trabajo que hacen los gobiernos, pero empresas e inversores serán los actores que movilizarán el capital necesario para los desafíos sin precedentes que enfrentamos”, explican Al Gore y Blood.

La Conferencia de la ONU sobre Desarrollo Sostenible “Rio+20” (Rio de Janeiro, 20 al 22 de junio), abre oportunidades para el sector privado. Las discusiones se centrarán sobre dos temas principales y urgentes: cómo construir una economía verde y reducir la pobreza y cómo mejorar la coordinación internacional para la sostenibilidad.

En este contexto, el Pacto Global de la ONU organiza por primera vez el Foro de Sostenibilidad para el sector privado, del 15 al 19 de junio en Río de Janeiro, con el objetivo de fortalecer el intercambio de prácticas corporativas innovadoras.

Los desafíos son enormes. Precisamos de empresas y de gobiernos dedicados, con conocimiento y firme compromiso por la mejora de los problemas sociales y ambientales. En América Latina, no basta sólo con “parecer” sostenibles, las empresas precisan serlo.

*Maristela Mafei es socia-fundadora del Grupo Máquina PR-Brasil, agencia signataria del Pacto Global de la ONU, co-autora del libro “Comunicación corporativa: gestión, imagen y posicionamiento”, e integrante del Consejo de Administración de Endeavor Brasil, de la Escuela de Teatro de Sao Paulo, del Instituto Insper y del Instituto Millenium de Brasil.

Sustentabilidade corporativa e a Rio+20 (*)

 

MARISTELA MAFEI

 

Mais de 8.700 empresas de 130 países já são signatárias do Pacto Global da ONU, a maior iniciativa mundial em sustentabilidade corporativa 

 

A sustentabilidade conquista cada vez mais espaço na agenda de governos e iniciativa privada. Não há duvida de que o tema veio para ficar. A sociedade cobra respostas efetivas. Nesse final de ano tivemos um pequeno, mas simbólico, avanço na 17ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17), em Durban, na África do Sul. Representantes de 194 países concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto e iniciar um processo com força legal, e foi criado o Fundo Verde do Clima.

 

No setor privado, mais de 8.700 empresas de 130 países já são signatárias do Pacto Global da ONU, a maior iniciativa mundial em sustentabilidade corporativa. São empresas comprometidas com os dez princípios da ONU em direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Outros fóruns, só para citar alguns, ganham cada vez mais importância: é o caso do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, com representação no Brasil, o Instituto Ethos e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.

 

O Brasil, apesar do papel de protagonista que vem conquistando no mundo -devido ao crescimento econômico e empresarial e à redução da pobreza- tem ainda enormes desafios: investir em infraestrutura, reduzir a desigualdade ao acesso a educação e saúde de qualidade, combater a corrupção e melhorar a segurança pública.

 

O setor privado, de forma geral, ao lado de governos e sociedade civil, tem contribuído com soluções sustentáveis. Muitas empresas estão ingressando rapidamente no terreno do compromisso social e ambiental, incorporando a sustentabilidade nas suas agendas e reconhecendo sua relevância e urgência.

 

O entendimento de que bastava gerar resultados para os acionistas, pagar os impostos e cumprir a legislação trabalhista para garantir um lugar ao sol no mundo dos negócios foi ultrapassado: hoje é insuficiente pela opinião publica.

 

As empresas atrasadas em sustentabilidade pagaram caro, em menor competitividade, baixa produtividade de pessoal e rechaço dos consumidores e investidores. A conscientização acerca da limitação dos recursos naturais e o olhar atento de clientes e consumidores exige um reposicionamento.

 

O ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, e o investidor David Blood publicaram no “Wall Street Journal”, no dia 14 deste mês, o artigo “Manifesto para um capitalismo sustentável: como as empresas podem adotar métricas ambientais, sociais e de governança”. Al Gore e Blood explicam que vivemos hoje um “turning point” com intensas ameaças: mudança climática, escassez de água, pobreza, enfermidades, desigualdade, urbanização, volatilidade nos mercados financeiros. E mais: “As empresas não podem ser chamadas a fazer o trabalho dos governos, mas empresas e investidores serão os atores que mobilizarão o capital necessário para os desafios sem precedentes que enfrentamos”.

 

A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, traz oportunidades para o setor privado no Brasil. As discussões da Rio+20 centram-se sobre dois temas principais e urgentes: como construir uma economia verde e tirar as pessoas da pobreza e como melhorar a coordenação internacional pela sustentabilidade. Nesse contexto, o Pacto Global da ONU organiza pela primeira vez o fórum para o setor privado com o objetivo de fortalecer a troca de práticas inovadoras.

 

Os desafios são enormes. Precisamos de empresas e de governos dedicados, com conhecimento e firme compromisso pela melhoria dos problemas sociais e ambientais. Não basta que “pareçam” sustentáveis, as empresas precisam ser.

 

MARISTELA MAFEI é sócia-fundadora do Grupo Máquina PR, agência signatária do Pacto Global da ONU, coautora do livro “Comunicação Corporativa: Gestão, Imagem e Posicionamento” e integrante dos conselhos de administração da SP Escola de Teatro, do CEA/Insper, do Instituto Millenium e da Endeavor.

 

(*) Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo, no dia 27 de Dezembro de 2011.

 

Mais informações: Grupo Máquina PR é aceito pela ONU como signatário do Pacto Global http://www.maquina.inf.br/maquinaNet/jsp/noticias.jsp?idNoticia=1323699792837

 

 

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